quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Nada com nada.

2.000 metros nadando pra lá e pra cá divididos assim:

500 m – assuntos profissionais
500 m – pendências familiares
350 m – amigos
350 m – organizando o roteiro do que vai ser o dia
200 m – finanças
100 m – para assuntos do coração

Muitos dos meus problemas,
resolvo debaixo d’água em 40 minutos.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Boa noite.

Um breve parêntese:

(

 Noite de confusões, conclusões e conflitos.
Cabeça colorida e um tanto dolorida .
Um caos com soda cáustica.

Já amanheceu e eu vou colocar tudo na minha ordem.
Arrumar as prateleiras.
Colocar cada cor em seu devido lugar.
Acho que vou chamar o Dan de para ajudar.
Vamos organizar por data de uso, vencimento e convencimento.
Enquanto a Di me pára pra contar-me das novas
Ronny e Anna me servem de companhia.

Acho que minha real vontade é fugir para qualquer lugar.
Sabes que tenho pensado em sumir por uns tempos.
Sumir de nós.
Tomar uma pílula do esquecimento.
Dá para tomar uma por mim?
Faria isso se me amasse.

Aliás, falamos de amor esta noite.
E me contaram que meu amar nada tem haver com o deles.*


).

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Por Hoje.


Particularmente feliz,
afinal quem não estaria.

Se divertiu tanto que chega até a ser 'crime'.

Teve riso de nona,
café passado na hora,
Colo de tia.
 E em sequência risos de amigos ,
entrando e saindo pela porta da frente.

  (e o que mais poderia querer? )

        

De todo jeito.


De fato, tato e olfato ela entrou num mergulho interno.
Sem paladar.
Perdeu o gosto das coisas enquanto sua cabeça pensava
nas possibilidades mais absurdas de fuga.
Escondeu-se por entre as cortinas da sala,
mas os pés confortados em belos sapatos vermelhos denunciaram-na.
Ali!
Parada.
Há meses.
Se desfez no escuro.
Fluido. Fundo.
Um mar de lágrimas.
Pacífico.
Em seguida se pôs em movimento.
Perdeu-se.
Desconhecendo o caminho das águas.
Correndo de todo sentido, sem sentido algum.
Ora para esquerda, ora para direita, ora estática.
Chegou a rezar.
Pedir, suplicar por direção.
Enquanto se dirigia .
Era só tristeza.
Virou física.
Lhe doía.
As juntas, a cabeça, o peito.
Um aperto. Teve dores de barriga.
O nariz a soltar sangue, ainda esta manhã.
A respiração que nunca lhe fora fácil, piorara.
Faltou ar. Faltou fôlego. Faltou tudo.
Só a angustia transbordava.
E as palavras.
E o nanquim, tingindo o vazio de preto.
E os desenhos povoando seus sonhos.
Traçando com clareza novos planos.
Dando forma delicada aos seus medos, desejos, certezas e afins.

domingo, 25 de outubro de 2009

Ligação em série.






Uma pena.
Mas agradeço a mágoa.
Nada em especial com alguém tão especial.
Precisa de espaço.
E tempo. Mais tempo.
Não precisa de palavras delicadas.
Definitivamente nem as identifica.
Há mais.
Há sentir.
Sim.
Sente-se.
Só.
Não quero ter que te ensinar...

        [Nada demais. Era só TPM.]

sábado, 24 de outubro de 2009

Só para Constar.

De coração 'molenga'

Brincando de Estátua.

Percebeu que a vida
exigia uma certa dureza.

[E que todas as considerações foram reconsideradas.]

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Tipo isso.




Sou do tipo que está sempre tentando.
Tentando ser feliz, tentando escrever.
Tentando te encontrar, te compreender.
Tentando se organizar. Desenhar.
Vender. Planejar. Esquecer.
Sou do tipo que não sabe perder.
Que tenta, tenta, tenta
até que todas as possibilidades se esgotem.
Ou você fuja de mim.
Porque sou do tipo insistente.
Jamais abandono meu barco.
Eu afundo com ele.
Até porque, sou do tipo que sabe nadar.
Sou persistente. Resistente.
Tenho fôlego. Força. Tenho garra.
Faço graça e meu choro é só você quem vê.

Sou do tipo que acredita nos outros.
Que no fundo acredita nos sonhos. No nosso amor.
Que acha que tudo pode sim melhorar da noite para o dia.
Sou do tipo que não sabe do jogo.
Do seu, nem do dele, nem dela, nem de ninguém.
Que simplesmente não participa.
Que tenta driblar o cansaço.
Que tenta desviar dos fracassos.
Te ouvir com toda atenção do planeta.

Sou do tipo que sai para dançar e não dança.
Que fica ali no bar, conversando.
Tentando expressar-se diante do barulho.
Tentando respirar na fumaça.
Tentando manter o humor.
Tentado controlar a vontade de só ficar em casa.

Sou do tipo que não vai ao médico.
Que toma uns remédios por conta própria.
Que tenta fazer a dor passar.
Vivo tentando me auto-ajudar porque
sou do tipo que briga com o analista.
Que vive tentando fugir do que é óbvil.
Do que é rotina.
Tentando fazer diferente dia após dia.
Tentando melhorar.
Tentando até mesmo deixar de tentar.
Quando já não mais vale a pena.

Só o pó.

Exaustão.
Cheguei.
Depois de um mês buscando-a desesperadamente.
Então, agora será a hora do descanso sem paz.
Porque o corpo lamenta, mas não “guenta”.
Arde.
Chora.
Desordena.
Desonra.
Distorce.
Fragmenta-se em pedacinhos.
Em cacos afiados igual lâmina.
Lamentos.
Não levanta da cama.
Não dorme.
Não sonha.

Come sempre a mesma coisa que tem na geladeira.
Não sente gosto, nem cheiro, nem desejo.
Nem falta.
Não tem alta.
Não grita.
Nem fala alto o bastante que o faça ouvir os sussurros.
O corpo padece.
Mente.
Adoece.
E se entorpece com antibióticos da farmácia mais próxima.

O corpo agradece o descanso.
A trégua.
Mesmo sem paz.
Apático, quieto com pensamentos barulhentos.
Por todas as dúvidas de outrora.
Pela música de fundo que não há.
Por não existir mais nada além dele mesmo e as paredes do quarto encardidas do pó.
Que enche a vida dela.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Mas que Molenga


Deu-se conta de que na tentativa
de livrar-se da dor, endureceu.

E coração duro bate?

Padece.

E dói em quem?

Nela, tão só somente.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

A M O R


Tudo se lhe pode tirar e suprir,
menos isso,
já que é essa particularidade que a define.


Depois do jantar.


Ela sentiu-se leve.
Levemente rejeitada.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

+ Saudade de Arder.





Quero uma estória nossa.
Não quero ser evasiva.
Quero um início só meu.
Domingos na minha cama que dividiria com ele.
Divido meu sol. Meu edredom branco se preciso.
Os chocolates do criado mudo.
Quero dividir meu silêncio.
Meu suor e todos os travesseiros.
Quero passeios de mãos dadas.
Falar sobre os filmes que ele assistiu e eu não.
Contar-lhe dos livros que li.
Trocar.
Carinho no cabelo enquanto andamos.
Com ele eu teria coragem de viajar.
De vigiar nossos sonhos para que fosse um só.
De dizer as minhas verdades. Demonstrar as crenças.
Eu dançaria com ele.
Para ele. Na frente dele. Em cima da cama.
Faria drama só pra variar.
Causaria uma felicidade absurda.
Chamaria de meu amor.
Faria curativos. Carinho nas costas.
Cafuné.
Palavras doces no ouvido.
Passaria uma terça feira inteira na cama ao invés de trabalhar.
Contaria as pintinhas das bochechas (envergonhada).
Meus segredos.
Meus traumas de infância.
As últimas descobertas.
Todas as dúvidas. Todas as certezas.
Sorriria logo de manhã. Com os olhos.
Com a boca, beijaria os lábios teus.
Faria cabaninha com o lençol para
garantir um escurinho a qualquer hora do dia.
Não perceberia o tempo passar.
Me deixaria levar. Cuidar.
Não almoçar.
Faria um estoque de vinho.
Tomaria chuva no verão.
E no inverno, chocolate quente.
Café.

Ela queimou-se com ele.
E agora vai sentir + saudade de arder.

*não aceitou convites para sair de casa.
Está de pomada e DVD.

Penso, logo inexisto.



Não sei nada sobre o tempo.
Nada sobre o vento.
Nem sobre o ar seco.
Ou sua falta de ar.
Não sei nada além do que é preciso saber.
Sobre nós mesmos.
Que amor há.
E transborda-me aqui dentro,
como um copo cheio de leite fervendo pela manhã.

Nossos tormentos.
Madrugadas recém chegadas que eu não espero nunca,
porque gosto de passar meus dias com você.
Dormir me desencadeia de ti.
Me faz sentir medo.
Afinal, não sei nada sobre a vida.
Nem mesmo sobre sonhos sei.
Outro dia mesmo, te perguntei qual era o seu sonho.
Pois não sabia se tinha um.
Um sonho solo.

E a cada dia que passa, parece que desaprendo.
Desapego.
Não sei mais fazer planos.
Não sabemos.
Nada de dinheiro.
Não sei poupar, nem a ti, nem a ninguém que me cerca.
Não sei dos seus anseios.
Não sabemos de quem é a culpa.
Não nos importamos com a culpa,
mas nos livramos dela.
Não usamos armas de fogo, nem espadas, só palavras.
Assim, somos nossas próprias forcas.

Pensar me faz sumir a cada dia.
Me faz medir qual de nós perdeu mais desde o último verão.
Quem sorriu menos e fracassou mais.
Pensar me faz pensar mais a cada dia.
E pensar que posso morrer pelo cérebro e não pela boca,
sem fazer nada.
De mãos abanando, sem escrever, pensando só,
na minha cozinha que transformei em escritório
para sentir bem de pertinho a dor e delícia da frigideira.
Fritando.
Vou morrer de pesar.

entre amigos com amigos em volta:

_ Diga aí uma qualidade que você enxerga
nos outros que acha que lhe falta.
_ Ai Dan, está parecendo meu homeopata!
_ Diz aí Gi!
_ Ah tá, então vai! Queria ter menos força no amor.
_ Depois dessa, vou buscar uma cerveja...