_Vamos deixar leve Gi.
Já é naturalmente difícil pela distância...
_Eu não sei ser leve.
_Mas tem que aprender.
Assim levantou a menina na manhã de quinta.
Levitou.
Disposta à mudanças.
Densa.
Pesando os prós e contras
do amor que carrega na cabeça.
Inventado.
Deu pena.
domingo, 18 de outubro de 2009
sábado, 17 de outubro de 2009
O Bolo.
Se tiver que partir.
Parta.
Só. Me deixe em pedaços miúdos.
E leve consigo qualquer resquício seu.
Tipo a faca.
Faça certo.
Pois se tiver de passar.
Passa.
E deixa-me uma caixinha de analgésico
em cima do criado mudo.
Outra de antitérmico e um
termômetro para eu medir a dor.
Se tiver de ligar.
Liga.
Disfarçadamente como se quisesse
saber de mim e não de você ao meu contato.
Se tiver de sumir.
Assuma.
Se tiver de fugir.
Corra o mais rápido que conseguir.
Se tiver de voltar.
Dê meia volta.
Se tiver de chorar.
Ora, não tem problema.
Se tiver dilemas.
Resolva.
Se tiver pó.
Faça um café e lembre-se do bolo de fubá.
friozinho por dentro
Atravessou a rua com uma ideia fixa.
Ser feliz.
Porque sente-se meio obrigada.
Desde pequena.
Aos quinze relembra,
a mãe questionou a falta de sorrisos dela
pela primeira vez. Depois só silêncio.
Foi nesta mesma época que passou a fingir.
Porque assim é que é.
Ser adulto é um pouco isso.
Também, parou pra pensar,
se não for feliz agora, quando será?
A insatisfação a acompanhou até
o outro lado da calçada.
Grudou nela o dia todo.
Incomodada.
Comemorou quando o dia terminou.
Feio, amargurado e triste.
Feito de um chuvisco previsivelmente chato.
Não foi nada emocionante.
Na volta para casa ela evitou olhar ao redor.
Já não queria mais nada.
Apenas a continuidade.
Mesmo que signifique isso.
Ser feliz.
Porque sente-se meio obrigada.
Desde pequena.
Aos quinze relembra,
a mãe questionou a falta de sorrisos dela
pela primeira vez. Depois só silêncio.
Foi nesta mesma época que passou a fingir.
Porque assim é que é.
Ser adulto é um pouco isso.
Também, parou pra pensar,
se não for feliz agora, quando será?
A insatisfação a acompanhou até
o outro lado da calçada.
Grudou nela o dia todo.
Incomodada.
Comemorou quando o dia terminou.
Feio, amargurado e triste.
Feito de um chuvisco previsivelmente chato.
Não foi nada emocionante.
Na volta para casa ela evitou olhar ao redor.
Já não queria mais nada.
Apenas a continuidade.
Mesmo que signifique isso.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Pragmatismos dela.
Sobre o amor:
Acho que não sei conviver com mágoas antigas
Prefiro dar a chance de outras pessoas me magoarem.
Acho que não sei conviver com mágoas antigas
Prefiro dar a chance de outras pessoas me magoarem.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Coabitação Pacífica dos contrários.
Por favor,não me ligue
Por favor,não me esqueça
Por favor,não me aborreça,
não desista
Não insista tanto assim,é madrugada
Por favor,me chama
Me deixa
Me fala as verdades,as piores,as melhores
Inventa
Por favor,me perdoa
Me esquenta
Me faz amar
Odiar
Crescer
Por favor,tenta
Me mova
Remova todas suas coisas daqui
Por favor não volte
Não se arrependa
Não me maltrate
Não olha assim pra mim
Por favor me escuta
Não vá embora,ainda é cedo
Me deixe só se for pra sempre
Por favor,repense
Por favor me faça um favor qualquer.
Por favor,não me esqueça
Por favor,não me aborreça,
não desista
Não insista tanto assim,é madrugada
Por favor,me chama
Me deixa
Me fala as verdades,as piores,as melhores
Inventa
Por favor,me perdoa
Me esquenta
Me faz amar
Odiar
Crescer
Por favor,tenta
Me mova
Remova todas suas coisas daqui
Por favor não volte
Não se arrependa
Não me maltrate
Não olha assim pra mim
Por favor me escuta
Não vá embora,ainda é cedo
Me deixe só se for pra sempre
Por favor,repense
Por favor me faça um favor qualquer.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Me desmisifica
Muitas tardes enumero meus defeitos para você.
Te mostro quão desvantajoso é estar ao meu lado.
Mas você não acredita...
Te mostro quão desvantajoso é estar ao meu lado.
Mas você não acredita...
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Ao telefone.
-Dá para tentar ser normal um pouco?
-Vamos tentar?
-Tenta daí que eu tento daqui.
-Faremos um teste.
30 minutos?
-isso.
-Te ligo daqui a trinta minutos para dizer como foi.
-Vamos tentar?
-Tenta daí que eu tento daqui.
-Faremos um teste.
30 minutos?
-isso.
-Te ligo daqui a trinta minutos para dizer como foi.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Destreza.
Estranhamente ela preferiu
ficar em casa
ouvindo discos e desenhando
Ao invés de sair para dançar com os amigos.
Estranhamente ela preferiu desfrutar
de uma fruta
Ao invés de comer um bombom
Com recheio artificial de morango.
ficar em casa
ouvindo discos e desenhando
Ao invés de sair para dançar com os amigos.
Estranhamente ela preferiu desfrutar
de uma fruta
Ao invés de comer um bombom
Com recheio artificial de morango.
sábado, 3 de outubro de 2009
-Mini Explanação
Chama-se aeroporto,
porque é lá que te encontro,e te perco.
Despenco e levito
Sorrio e fico meio muda
á te olhar
Oscilo
É lá que a menina-pena
percebe que não sabe voar
Pena...
Presa no ar.
porque é lá que te encontro,e te perco.
Despenco e levito
Sorrio e fico meio muda
á te olhar
Oscilo
É lá que a menina-pena
percebe que não sabe voar
Pena...
Presa no ar.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
-Nada demais,só ela mesma.
Tinha vergonha de si,
mas isso foi antes.
Porque nunca havia se visto nesses ângulos.
Não desse modo
Tão simples.
(faz tempo que acredita que tudo o que é simples é bom)
Ela pode tudo.
Ela não tem nada.
Nem ninguém.
Nem obrigações.
A única é ser feliz!
E se não consegue... Haja incompetência!
Por que estás triste?
Não há nada que te prenda aqui.
Ou, não se prenda por mim.
Ganhou uma prenda e não sabe o que fazer com ela.
Amarra-a ao seu corpo.
Transforma-se numa mulher bomba.
Explode e se espalha em milhões de pedacinhos pelo ar.
Difícil...
Respira fundo e recolhe seus cacos.
Mas não se cola.
Pra facilitar.
Quer uma mãozinha?
Meu coração? Está aí oh, bem no fundo.
Pode pegar!
Devolve meu braço?
Envolve minhas pernas?
Ela pode tudo.
Ela não tem nada.
Nem ninguém.
Arma-se de desejos, medos e pedras.
Um presente. Um embrulho no estômago.
Um abraço e um beijo fugaz nela mesma.
Sabor creme.
Leva uma âncora no bolso pra passear.
Mas a pobrezinha
não percebe que ninguém a vê afundar.
Afoga-se sozinha.
Te engasga de si.
O que te faz ir?
Por que não me faz rir?
O que te faz acordar, levantar, dirigir, trabalhar...
Filha, o que te faz desenhar?
Ler, estudar.
Não tem ninguém a lhe observar...
Não tem ninguém aqui.
Nem ali, nem lá.
“Estás só guria, é bom se acostumar.''
(Será?)
-Com fusões ,por favor.
Era rodeada de letras
De artigos
Do silêncio dela.
Das saudades da irmã.
De vontade de pisar na lajota fria
(só pra sentir que já passou da hora de levantar).
É definitivamente cheia das vontades.
Lota mais uma caixa
(dessas de rascunho)
empilhadas na estante
Pelo terceiro andar da casa.
Fotos, papéis,moldes.
Cheia de si ela admite:
É veterana no quesito 'Paraíso próprio'
Afinal reinventa um todos os dias.
Trabalhando como redatora chefe.
Tendo livros,café passado na hora,
conversas com a nona
Manhãs ociosas 'raras' contigo
E alguns tecidos retógrados
Como pagamento
Pelas horas extras de sono.
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