terça-feira, 3 de novembro de 2009

Deserto


Sobre as verdades.
Mantém em segredo.
Mas nem todas.
Boa parte delas cuspiu em teu rosto.
Hoje visto quão desnecessário.
Outras escreveu.
Verdades lidas em voz alta para colocar as paredes à par.
Para protegerem e que não haja uma próxima vez.
De todo mal que ele lhe fez.

E os azulejos do banheiro souberam de tudo.
As luzes filmaram.
O piso de taco desesperou-se com o movimento.
Os espelhos da casa fugiram, tamanha vergonha.
Ouviram seu choro.
Silêncio.
Pouco podiam fazer.

Há.
Três minutos atrás.

Sentada no ônibus a caminho de casa
percebeu que não sente mais a dor da surra.
Nem a perda.
Não sente culpa.
Não tem orgulho.
Só.
Rareia ar.

8 comentários:

  1. a gente podia fazer uma troca então :~

    oow, eu sempre vinha aqi e comentava, mas não digitava o código lá não, ai eu crente que conversava com você. UEHAIUEHAIAE '

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  2. Minha florzinha mais linda! À mim é um encanto maior chegar aqui neste teu cantinho tão cheio de poesia. Quanta alma, quanta intensidade e doçura encontro cá neste recanto de lindas palavras. É uma honra à mim, tê-la junto dividindo estas paredes. Esse poema é lindo, como tudo que tem por aqui. Confidencio que teu talento me faz-me crer que nada pode ser maior ao um poeta do que o deleite diante do poder das palavras.

    Um beijos de açucena!

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  3. E é nesse momento que não doi mais, que o sentimento finda.

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  4. E fica-se anestesiado.

    Bonito, menina. Bonito...

    Tu sabes que me encanto com tuas palavras, não é?

    Beijo.

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  5. Desabafar faz um bem danado: mesmo ao que se chama inanimado. Bjs :* {ps. fiquei feliz com seu voo e comentário. Que bom que sentiu paz com o texto! Deus te abençoe :*}

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  6. sim, bonito, como todos.
    mas não se se devo dizer que a beleza se deveu a
    todo o sentimento.. posso dizer que foi o fim dele.
    mas fins são inspiradores, na maioria das vezes.

    ;*

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